O mais legal de tudo é assistir esse vídeo com o modo Hold Out ativado. Tirar o casaco da promessa e se agasalhar com a possibilidade, sempre. "Falhou e disse".
"One day we're gonna live in Paris
I promise
I'm on it
When I'm bringing in the money
I promise
I'm on it
I'm gonna take you out to club showcase
We're gonna live it up
I promise
Just hold on a little more"
Nota: esse vídeo brotou no YouTube dele enquanto ouvíamos a trilha sonora de Django
sábado, 2 de março de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Eu, o francês e Amour
Ficamos um ano, eu e o francês, passando a fala na coxia. Mas, quanto mais a gente treinava, menos a gente se entendia. Comecei a faltar aos ensaios, deixava o Francês me esperando com papel na mão e, quando eu aparecia, brigava com ele. Não entendia o porquê de tanto erre arranhado, "e" com boca de "u", tantas palavras mastigadas pela metade & formalidades. Acho que minha birra com a língua francesa começou lá atrás, quando eu me sentia ridícula tentando ler o nome de pratos e técnicas culinárias. A cada erro, ia crescendo a vergonha (só percebi que a vergonha era uma peculiaridade da nossa relação quando me abri em sala de aula e ninguém engrossou o coro).
Até que, em janeiro deste ano, livre da pressão do espetáculo final, sem avisar que eu ia voltar a ensaiar, um dia apareci no teatro.
Lá estava ele, igual; lá estava eu, igual. Mas alguma coisa foi diferente.
A cada aula eu me sentia uma patinadora quebrando o gelo da língua. Encaixar os patins na pista e sair deslizando como um trem correndo sobre o trilho certo. Calcular mal uma manobra e cair de bunda no chão gelado. Veredicto: acertar era muito bom, errar era mais engraçado que danoso.
Lá estava ele, igual; lá estava eu, igual. Mas alguma coisa foi diferente.
A cada aula eu me sentia uma patinadora quebrando o gelo da língua. Encaixar os patins na pista e sair deslizando como um trem correndo sobre o trilho certo. Calcular mal uma manobra e cair de bunda no chão gelado. Veredicto: acertar era muito bom, errar era mais engraçado que danoso.
É um mistério, o processo de aprendizagem de um novo idioma.
É preciso entender a língua para aprendê-la, coisa que às vezes pode demorar duas semanas, um mês, um ano ou uma vida toda, peut-être.
Se você não entende, só confronta, vai passar a vida agindo como aqueles cozinheiros que acham que colocar quatro colheres de manteiga numa receita que pede duas não vai fazer mal nenhum, como diz a MFK Fisher no capítulo "Q, de Quantidade" do Alfabeto para Gourmets.
Em se tratando de língua (e de comida), as regras básicas devem ser seguidas antes de poderem ser quebradas. Dá vontade de chegar barbarizando, questionando todos os processos & procedimentos preestabelecidos.
Eu estava "colocando kirsch em vez de marasquino num suflê", como recomendara Escoffier, sem saber o que era um suflê.
Hoje assisti ao meu primeiro filme em francês depois de entender o francês, e ele só podia mesmo ter sido Amour. Não dá pra fugir de certos processos e procedimentos.
É preciso entender a língua para aprendê-la, coisa que às vezes pode demorar duas semanas, um mês, um ano ou uma vida toda, peut-être.
Se você não entende, só confronta, vai passar a vida agindo como aqueles cozinheiros que acham que colocar quatro colheres de manteiga numa receita que pede duas não vai fazer mal nenhum, como diz a MFK Fisher no capítulo "Q, de Quantidade" do Alfabeto para Gourmets.
Em se tratando de língua (e de comida), as regras básicas devem ser seguidas antes de poderem ser quebradas. Dá vontade de chegar barbarizando, questionando todos os processos & procedimentos preestabelecidos.
Eu estava "colocando kirsch em vez de marasquino num suflê", como recomendara Escoffier, sem saber o que era um suflê.
Hoje assisti ao meu primeiro filme em francês depois de entender o francês, e ele só podia mesmo ter sido Amour. Não dá pra fugir de certos processos e procedimentos.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
sábado, 2 de fevereiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
juno em janeiro
Estou viciada em full soundracks clichês. Ainda que soe irrelevante postar, quero que morem aqui. Acho que depois de um tempo de curtas temporadas estou querendo uma trilha longa.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
insight the panela
Não me pergunte por que, mas neste momento eu tenho certeza que o sentido da vida está em tirar o macarrão que grudou no fundo da panela.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
obrigada, sonhadora
Simplesmente parei tudo de importante que tava fazendo e me demorei sorrateiramente na arte e poesia do Eu me Chamo Antônio. Tudo por causa de um comentário.
*Culpa da Rêveur.
(Amélie Poulain também é ligeiramente culpada).
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